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A Indian, finalmente, renasceu também no Brasil. Desativada desde 1953, a marca americana voltou com a Polaris, fabricante de quadriciclos e veículos off-road. Após lançar a linha Chief em 2014, reviveu a Scout em versão novíssima, já como modelo 2015. No Brasil, as novas Indian foram reveladas no Salão Duas Rodas em Novembro passado; aparição ..

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Aceleramos a moto custom Indian Scout

Indian Scout (Foto: Indian)- martelinhobiz

Indian Scout (Foto: Indian)

A Indian, finalmente, renasceu também no Brasil. Desativada desde 1953, a marca americana voltou com a Polaris, fabricante de quadriciclos e veículos off-road. Após lançar a linha Chief em 2014, reviveu a Scout em versão novíssima, já como modelo 2015. No Brasil, as novas Indian foram reveladas no Salão Duas Rodas em Novembro passado; aparição que causou euforia em muitos visitantes.

Enquanto o test ride para a imprensa não chega, aproveitamos para conhecer melhor a nova Indian Scout durante um test ride oferecido pela revenda de São Paulo. O “rolê” urbano em um sábado de sol permitiu conferir as principais impressões da moto de entrada da marca americana, vendida (por enquanto) a R$ 49.990. Isso pois o segundo lote, também a ser montado em Manaus (AM), deverá sofrer aumento na casa dos 10% devido a cotação do dólar, segundo confidenciou um vendedor.

Dona de um design retrô caprichado, que remete às Indian dos anos 1940, montado em um moderno chassi de alumínio forjado, a Scout se mostrou, assim como o nome, uma “sentinela” bem resolvida.

Indian Scout (Foto: Indian)

 

Rodando com a sentinela

Após uma cuidadosa análise visual da Indian, nota-se um acabamento sem excessos de cromados, um tanto minimalista. O tradicional para-lama traseiro longo, feito de aço, traz uma charmosa lanterna com LEDs.

O bom gosto se estende à tampa tipo aviação e ao painel. Formado por apenas um mostrador redondo de fundo creme e vinho, tem amplo velocímetro analógico e um compacto visor digital logo abaixo. Ali se pode alternar informações como temperatura do motor, conta-giros, hodômetros e também a marcha engatada. Curioso é que para acessar tais dados se usa o botão normalmente conhecido como lampejador do farol alto – na frente do punho esquerdo.

A chave de ignição fica ao lado esquerdo do motor, e basta acionar a partida para que o V2 de 1.133 cm³ ronque limpo e suave. Único da marca com refrigeração líquida, o dois cilindros forma um V de 60º e fica bem à mostra no chassi parrudo, ornando bem com as peças pretas, polidas e cromadas.

Indian Scout (Foto: Indian)

 

Cada um dos cabeçotes tem quatro válvulas (oito válvulas no total) e tem dois comandos, o que dá à Indian um comportamento elástico, com arrancadas vigorosas e um gosto por giros mais altos.

Aliás, basta cutucar rapidamente o acelerador, para que a Scout ganhe rotação com vigor e acelere como poucas custom desta cilindrada. Afinal, são 100 cavalos (a 8.100 rpm) para um peso total de 257 kg, embalados pelo bom  torque de 9,8 kgfm a 5.900 rpm.

Como de praxe, o calor gerado por um V2 (especialmente no cilindro traseiro do lado direito) incomoda um pouco na cidade, esquentando a perna. A ventoinha entra em ação a 94° C, o que ajuda a baixar a temperatura do motor.

A ergonomia da Scout – considerada nos EUA uma cruiser média – mostrou-se acertada, com destaque para o guidão largo e bem recuado, manoplas finas e de boa pega. Embora tenha ângulo de esterço reduzido, o guidão alongado permite aos condutores mais baixos rodarem com as costas quase eretas; além de aliviar o esforço em manobras.

Indian Scout (Foto: Indian)

Indian Scout (Foto: Indian)

 

As pedaleiras ficam logo à frente do motorzão, em uma posição que não chega a incomodar, deixando as pernas levemente flexionadas. O tanque longo de base estreita permite levar apenas 12,5 litros de gasolina, o que garante autonomia (teórica) em torno de 200 km.
Com a embreagem acionada por cabo um pouco pesada, a Scout surpreende pelo câmbio de engates precisos e próximos entre si. São seis marchas longas e escalonadas de maneira a usar mais as duas últimas em rodovias.

O rígido e exclusivo chassi (em parrudo formato graças ao alumínio forjado) garante baixo nível de torção em curvas e ondulações. Esta estrutura firme, pouco comum em uma custom, aliada aos competentes pneus Pirelli Night Dragon “balão” de aro 16”, dão à Scout uma obediência notável. Tanto nos contornos lentos de esquinas, como ao desviar rapidamente de buracos, por exemplo.

Dotada de suspensões convencionais – sistema traseiro bichoque com regulagem de pré-carga da mola, dianteira com bengalas telescópicas sem ajustes – a moto mostrou um acerto mais voltado ao asfalto liso. Apesar de firme, a suspensão amorteceu bem trechos esburacados.

Indian Scout (Foto: Indian)

 

Os freios agradaram no circuito urbano. Apesar de o sistema contar com apenas um disco de freio em cada roda (ambos com 298 mm de diâmetro, com pinça dupla na dianteira), a moto responde de maneira progressiva aos comandos do piloto. Já o sistema ABS (de série) não tarda a entrar em ação em freadas mais fortes.

Seu assento fica a apenas 63,5 centímetros do solo e, apesar de acomodar apenas o piloto, é confortável. Forrado em couro marrom natural com reforços e costuras, é certamente um dos destaques visuais da Scout.

Dona de belas proporções e um certo ar militar na cor cinza fosco avaliada, a Scout já está equipada com algumas peças nacionais, como espelhos, bateria e pneus. No entanto, esta custom não traz assento ou pedaleiras do garupa. Vendidas como acessório, só os apoios de pés traseiros custam mais de R$ 1.000.

Estas primeiras impressões já permitem um veredicto positivo à Indian: sólida ao rodar, consegue agradar até  quem não aprecia muito este estilo de moto.

A renascida Indian terá como principais concorrentes as Harley-Davidson Forty-Eight e 1200 Custom, vendidas por R$ 50.700 e R$ 51.100, respectivamente. Em termos de performance, irá encarar a interessante H-D Street Bob, uma 1600 com guidão “seca-sovacos” de R$ 55.800.

Montada em Manaus, a Scout tem dois anos de garantia e opções de pintura preto e cinza foscos, além do elegante vermelho metálico.

Indian Scout (Foto: Indian)

Indian Scout (Foto: Indian)

 

Um pouco de história

Marca desconhecida até mesmo para americanos mais jovens, a Indian rivalizou diretamente com a Harley durante os anos 1920 em diante. Scouts, Chiefs e outros modelos foram enviados em massa para combate nas duas grandes Guerras Mundiais.

Além da robustez nos combates, a marca voltou à fama nos anos 1960, graças ao recorde de velocidade no deserto americano de Bonneville. O feito com uma Scout 1920 inclusive deu origem ao emocionante filme “Desafiando os Limites”. Lançado em 2005 e estrelado por Anthony Hopkins, o longa relata a trajetória do neozelandês Burt Munro, conhecido pela façanha de atingir 295 km/h nas pistas de “sal” com sua Indian modificada.

Embora a Indian tenha liderado o mercado americano nos anos 1920 e 1940, a venda da maior parte das motos fabricadas às Forças Armadas – deixando seus revendedores à míngua – foi a principal causa do fechamento da companhia em 1953.

A marca só foi voltar à ativa de fato em 2011, após a compra pela Polaris – marca americana que também detém as motos Victory. Em um processo de extensa engenharia, as novas Indian beberam da fonte tecnológica vinda dos poderosos V2 que equipam os valentes utilitários da marca.

Ao que tudo indica, as “índias” voltaram para ficar. Inclusive por renascerem também a linha Chief (e  Roadmaster), “grandonas” voltadas a competir no topo do mercado custom dominado pelas Harley-Davidson.

Fonte: Revista Autoesporte

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